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Um pouquinho sobre a história do café.

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    Total Ingredientes
  • 14 de abr. de 2023
  • 5 min de leitura

Você sabia que a história do café é repleta de lendas e curiosidades interessantes? A mais famosa delas conta que um pastor etíope observou que suas ovelhas mudavam de comportamento após comer as folhas do cafeeiro. E assim, começou a ser cultivado na África, mas foi na Arábia que seu uso medicinal se popularizou.

Com o passar do tempo, o café foi ganhando espaço no mercado internacional e se tornando uma bebida de luxo, apreciada principalmente na França, Inglaterra e Estados Unidos. Ele foi cultivado em diversas partes do mundo, como na Índia, Filipinas, Martinica, Antilhas e América Central.

As primeiras mudas de café chegaram ao continente sul-americano vindas do Jardim Botânico de Amsterdã diretamente para a Guiana Francesa e Suriname. Hoje em dia, o café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e ainda encanta paladares com suas diferentes variações e sabores únicos além de dar uma forcinha no fornecimento de energia e disposição em nosso dia a dia.

No Brasil o café foi introduzido em 1727 tendo suas primeiras produções em Belém do Pará. A partir de então o café começou a ganhar grande popularidade e se tornou um dos principais produtos e commoditie do mercado brasileiro.

Durante o período entre 1850 e 1889, o Brasil recebeu um total de 871.918 imigrantes, sendo a maioria destinada às fazendas de café de São Paulo. Dentre eles, havia italianos, portugueses, espanhóis, russos, austríacos, romenos, poloneses, alemães e japoneses, todos contribuindo para a diversidade cultural do país.

A expansão do cultivo de café em larga escala foi o grande responsável pela criação de vários núcleos urbanos no Brasil, que cresceram em torno das fazendas de café. Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de café do mundo, enviando seus grãos para países como Estados Unidos, Japão e várias nações europeias. É fascinante pensar que essa bebida tão amada em todo o mundo tem uma história tão rica e diversa.

Os tipos de cafés no Brasil

Nos cafezais brasileiros, os grãos de café arábica e robusta são as espécies mais populares e cultivadas. Ambos têm sua origem na África - a arábica na Etiópia e a robusta no Congo.

Conhecer as diferenças entre esses tipos de grãos é interessante porque cada um oferece características únicas e é mais bem cultivado em solos e áreas específicas, de acordo com o terreno da região.

O café arábica possuí mais açúcares naturais em sua composição e, por isso, gera cafés mais suaves e adocicados, com notas frutadas e acidez presente. É, normalmente, cultivado em regiões de clima ameno e altitudes elevadas, como a Alta Mogiana em São Paulo.

Já o café robusta é ideal para quem gosta de bebidas intensas e amargas, com o dobro de concentração de cafeína em comparação à arábica. A espécie é mais resistente e cresce mais rapidamente, facilitando o cultivo.

O café comercial que, normalmente, compramos em forma de pó nos mercados brasileiros são fruto da mistura das duas variedades. Isso é feito para gerar maior economia para o setor e as indústrias.

Os tipos de torras do café

Como vimos anteriormente, o tipo do café pode influenciar diretamente nas características do produto, todavia o processo de torra do café também tem influência direta nos sabores e odores de cada produto. Mas afinal, o que é torra? A torra do café é um processo que dá cor, sabor e aroma ao grão de café. É como se fosse uma "cozinha" para o café. Nesse processo, são usadas temperaturas diferentes para dar ao café um sabor mais suave, médio ou forte. A torra também pode afetar a acidez e o corpo da bebida. Em resumo, a torra é um dos fatores mais importantes para determinar como o café vai ficar e como vai ser apreciado por quem o bebe. Mas e quais os tipos de torras?

Existem três tipos de torra: clara, média e escura, que variam conforme as temperaturas utilizadas. Na torra clara, utiliza-se temperaturas baixas, o que resulta em um café de sabor mais suave e menos encorpado, com acidez alta e amargor baixo.

Já na torra média, as características do café são equilibradas, mantendo os níveis de amargor, acidez, corpo e aromas medianos. A tonalidade dos grãos pode variar entre o marrom e o vermelho, e o sabor é mais rústico e persistente no paladar. Esse tipo de produto é ideal para quem faz o preparo da bebida com filtros de papel e coadores de pano.

Por fim, na torra escura, tem-se um café mais forte, encorpado e amargo, com a coloração dos grãos mais escura e marrom, e acidez menor. É o tipo de produto ideal para quem gosta de sabores intensos e alta complexidade aromática. No entanto, é necessário ter cuidado durante a torrefação para evitar a queima dos grãos.

Qual a química do café?

O segredo por trás do café está na química do produto. O café contém um composto químico chamado cafeína, que é uma substância orgânica extraída de plantas e que contém nitrogênio. A cafeína é conhecida por ser o principal componente do café e é classificada como um alcaloide.

O café atua diretamente nos neurotransmissores do cérebro humano, pois a cafeína presente se liga aos receptores que chamamos de adenosina (neurotransmissores do sono) e os bloqueia. O pico máximo de efeito do café é de 45 a 60 minutos após sua ingestão.

Além de ser uma bebida popular em todo o mundo, o café também possui diversas propriedades medicinais. Estudos mostram que a cafeína pode estimular o sistema nervoso central, melhorando a concentração, a atenção e a memória. O café também pode ajudar na digestão, aumentando a produção de suco gástrico, além de dilatar os vasos periféricos e facilitar a circulação, estimulando o coração.

Mas cuidado, é importante ter em mente que o consumo excessivo de cafeína pode interferir de maneira negativa na ação da adenosina, substância responsável pela sensação de sonolência, e causar sintomas como irritabilidade, agitação, dores de cabeça e até dependência.

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